sexta-feira, 28 de maio de 2010


Êta, seu bonequeiro!
A peça Êta, seu bonequeiro! tem a inusitada proposta de apresentar o mesmo espetáculo para adultos (quintas à noite) e para crianças (sábados e domingos à tarde). A idéia seria pensar a diferença entre o que é teatro infantil e o que é teatro adulto. (Ou simplesmente propor um questionamento da percepção contemporânea dos gêneros no texto do projeto, só pra ganhar o patrocínio do Prêmio Miryam Muniz.) Achei essa história meio complicada…
Num primeiro momento até pensei que, depois de assistir o espetáculo adulto, eu ia querer ver o infantil. O problema é que quando assisti o adulto, pensei: mas esta é uma peça infantil! Será que eu vim no dia errado? O texto é 100% infantil: um pequeno grupo de bonecos que não deram certo está abandonado numa caixa onde, volta e meia, o bonequeiro do título joga um boneco estragado lá dentro. Será que a outra versão é ainda “mais” infantil?!
Me pergunto se é de fato relevante pensar nessa história, afinal, não é a oposição ao teatro infantil que faz o teatro adulto e nem vice-versa. Não são palavras como “mais” e “menos” disso ou daquilo – mais/menos complexo; mais/menos pausa – que definem as respectivas poéticas. (Digo isso porque é nestes termos que o diretor propõe que se inicie uma discussão.)
No entanto, acho válido levantar essa bola porque fica bem claro o estado precário em que se encontra o teatro carioca. A maior parte das peças adultas em cartaz só difere do teatro infantil na questão temática e, muitas vezes, porque o tipo de musiquinha é diferente. No teatro infantil, parece que basta dizer “infantil” e pronto: está definida a linguagem. Não é por aí, é claro, e imagino que o Intercâmbio de Linguagem para Crianças que rola lá no Centro de Referência do Teatro Infantil (Teatro do Jockey) trate dessa problemática. No teatro adulto, no entanto, parece mais óbvio que simplesmente dizer “adulto” não seja suficiente. Mas se olharmos atentamente para as produções comerciais de peças genéricas, vamos ver que existe mesmo um teatro adulto tão nulo em propostas estéticas quanto aquele teatrinho infantil tatibitati que todo mundo já teve a infelicidade de ver algum dia. Por estes e outros motivos acho pouco produtiva a questão proposta pela Companhia nós nos nós.
Até perde um pouco o sentido de falar do espetáculo em si, tendo em vista que seu ponto de partida não parece tão válido. Mas há outras questões. Cada vez mais, eu penso que escrever texto de programa é a maior roubada… A peça se propõe a mesclar “categorias estabelecidas pela cultura” – “comédia”, “tragédia”, “dança”, “teatro”, “circo”, “recursos multimídias”,”popular”, “erudito”, “reflexão filosófica”, e por aí vai. Acho que já dá pra visualizar o problema. Mesclar é uma coisa, sobrepor é outra muito diferente. O risco está em ficar no meio do caminho em todos os recursos. Mesclar linguagens demanda uma grande maturidade e uma familiaridade bem profunda com cada uma delas. Em Êta, seu bonequeiro! a impressão é de uma certa insuficiência, de um tatear que merecia se deter em alguma especificação antes de transitar por universos díspares. A parte das acrobacias é legal mas não é espetacular; a parte do teatro fica a desejar em vários aspectos e o vídeo é um tanto desastroso. Ele entra pra resolver um problema e acaba sendo um. A peça toda se passa numa caixa de bonecos, com exceção da última cena que… é projetada num telão. Assim o vídeo é usado como alternativa para o que seria uma limitação técnica daquele teatro – ou falta de imaginação da equipe. Ele não se mescla e não acrescenta; aliás, ele quase mela o jogo.
O fato de não ter uma espetacularização das técnicas de tecido, trapézio, etc., é até bonito e tem a ver com o estado de inércia daqueles personagens. O problema é que, durante os números musicais, a platéia fica esperando uma espécie de showzinho, pois a música parece pretexto para as acrobacias. Me pergunto se a música é um problema de dramaturgia… Mas não dá pra saber se o autor escolheu escrever a peça deste jeito ou se isso é uma coisa a priori de teatro infantil, imposta a ele. Será que as musiquinhas seriam uma espécie de solilóquio, mas viraram isso porque alguém disse que não pode ter reflexão em teatro infantil? Neste caso, na versão adulta, as musiquinhas podiam ser solilóquio, né? Seria melhor pra todo o mundo… Este é um exemplo de que a direção foi um pouco preguiçosa no desenvolver dos próprios questionamentos. A versão adulta é um infantil sem tirar nem por.
Os atores também entregam o jogo e fazem tudo como numa peça para crianças, dizendo tudo muito explicadinho, bem mastigado e sublinhado por gestos e sobrancelhas. Como eles estão fazendo algumas técnicas circenses, o espectador é levado a pensar que eles não são atores, mas acrobatas que também atuam; até que entra em cena uma atriz que também faz acrobacias. Aí temos um problema: ela faz acrobacia tão bem quanto eles, mas eles não atuam como ela. É horrível quando uma pessoa se destaca mais que as outras em cena. Sempre que comento isso depois de uma peça as pessoas dizem: “mas é natural, é sempre assim”. Discordo: acho isso uma falha grave e é péssimo que seja tão comum. O ator que “salva a peça” tem o azar de ser a maior prova de que a coisa toda afundou. E neste caso a dramaturgia tem uma grande parcela de responsabilidade porque a personagem é muito mais elaborada que as outras. Mas a culpa mesmo é sempre do diretor…
De resto, dá pra se divertir. As meta-piadas que brincam com a condição de bonecos em paralelo com a condição do ator são divertidas, especialmente quando um deles se pergunta se eles devem sair da caixa e comenta que, se saírem, não vão nem saber em que século estão. As histórias pessoais de cada boneco e suas incompetências irreversíveis também são ótimas. Mas o melhor de tudo foi ver uma platéia de adultos aplaudindo os números musicais exatamente como se fosse uma platéia de crianças. Foi bonito, não sei dizer muito porquê. Na hora, eu até gostei, dei muitas risadas. Depois, quando fui dar uma olhada no programa, no site da companhia, e pensei na peça, vi que as coisas não se encaixaram bem. Talvez eu tenha gostado de ter ido ao teatro “como se” fosse criança, pois não tinha criança nenhuma em volta pra me lembrar que o público alvo não era eu!


Teatro voltado para o público infanto-juvenil

Teatro Estação realiza a oficina 'Brincando de Teatro nas Férias'

O grupo harém realiza no ponto de cultura nos Trilhos do Teatro, no período de 06 à 17 de julho, uma oficina voltado para o público infanto-juvenil chamada de “brincando de teatro nas férias”, com vagas limitadas ao número de 15 participantes. O evento ocorrerá no turno da manhã, no horário de 09h às 12h.A oficina será ministrada por Tércia Ribeiro e por Moisés Chaves, que foram alunos da primeira turma formados pela Escola Técnica de Teatro Gomes Campos e já possuem experiência e reconhecimento em nosso Estado como dois dos mais experientes atores consagrados pelo público e pela crítica.Tércia Ribeiro foi uma das primeiras atrizes do antigo grupo TEU – Teatro Experimental Universitário, indicada e premiada em festivais nacionais, sendo hoje uma das mais respeitadas atrizes do meio teatral piauiense.Moisés Chaves possui uma das mais belas carreiras do teatro do Piauí, tanto como ator no grupo Harém como quanto diretor da CTC - Companhia de Teatro da Cidade onde sempre desenvolveu trabalhos voltados para o publico infanto-juvenil. Coordenou também durante vários anos a colônia de ferias da APCEF/PI, que foi a primeira a colocar o teatro como uma das atividades de sua programação. Desenvolveu também o grupo de teatro da UP TO DATE Models, agência de modelos que foi a pioneira no ramo a desenvolver esta atividade teatral. Coordenou também a oficina permanente de teatro do IDB – Instituto Dom Barreto, ministrou aulas de teatro para alunos do curso de pedagogia da UESPI, trabalhou como monitor e coordenador das oficinas de teatro do projeto escola da gente, escola aberta da SEMEC – Secretaria Municipal deEducação, fomentou trabalhos na chamada atividade Teatro Empresa realizando apresentações, oficinas e workshop sobre a importância da valorização do teatro nas empresas e órgãos públicos por onde passou.

quarta-feira, 26 de maio de 2010





Téspis foi um ator grego do começo do século V a.C., trazido de Icárias onde teria nascido, pelo tirano de Atenas Pisístrato, um amante da arte de imitar. É conhecido como o primeiro ator do mundo ocidental, e também como o primeiro produtor teatral. Quase nada se sabe da vida de Téspis, apenas que teria começado a representar em um Coro, chegando a ser líder de um deles (possivelmente por ser chefe de uma aldeia). Viajou pela Grécia, sozinho ou com o seu Coro, numa carroça que mais tarde ficaria conhecida como "carro de Téspis" que lhe servia de transporte e de palco para as suas representações.





As Máscaras
Haviam máscaras tanto para diferentes representações, é interessante lembrar também que um personagem poderia utilizar mais de uma máscara em uma única apresentação. Para tragédias um modelo de máscara, para drama outro tipo de máscara, para comédia outro tipo de máscara, e assim por diante. A vestimenta também apresentava variações, entretanto, uma túnica branca comprida, ou uma roupa um pouco mais colorida não ofuscava o principal destaque que eram as máscaras. Dentre as particularidades, podemos citar o tipo de máscara que os homens utilizavam para representar personagens femininos, veja um modelo, conforme figura abaixo:




O Teatro e a História
A História é o homem em ação, resumidamente esta é uma definição de História para Marc Bloch. o teatro representando os diferentes momentos norteados pelas ações do homem, de certa forma, está lidando com a História. A História representando o homem que por conseguinte, é representado nos palcos de teatros por todas as nações. Será que poderíamos afirmar que o teatro pode ser um objeto da História? Creio que nem tanto. O homem sim, é o principal objeto, personagem da História, uma História, sobretudo, científica.

Diante de várias personagens podemos retratar a História atrelada ao teatro, visto que as representações ocorrem em épocas e lugares diferentes, defere sim, quanto a descontinuidade, pois a História sempre está se renovando, investigando..., o teatro embeleza, enfeita com muita qualidade os deferentes momentos da História do homem, de suas atitudes, suas pretensões, suas alegrias, suas tristezas, suas esperanças. O teatro, a literatura e a História, "andando" lado a lado para tentar ilustrar os pensamentos, os sentimentos e as ações do homem universal. Parabéns ao teatro grego que conseguiu atrelar a arte de representar, junto a beleza da poesia e da intensidade da História.




O Espaço Utilizado Para as Apresentações
O próprio significado da palavra teatro tem referência a sua forma física original, podemos traduzir como: contemplo, vejo, visão por onde se vê um espetáculo. O teatro grego era um verdadeiro edifício, e seu teto era o céu azul. As apresentações ocorriam durante o dia, dependendo sobre tudo, do clima para serem confirmadas e realizadas. Conforme vemos na figura abaixo, todos os detalhes eram estudados para que o público não perdesse qualquer parte dos espetáculos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

TudOo Sobre Teatro



Questões simples sobre teatro...




-O que é a quarta parede no tetro:No mundo do teatro o espectador deve saber sempre que está no teatro e não espiando um pedaço de vida real graças à transparência da “quarta parede” (a quarta parede é a parede imaginária que separa o palco da platéia).




-Quem foi o primeiro ator da Grécia antiga:O teatro na Grécia antiga teve suas origens ligadas a Dionisio, divindade da vegetação, da fertilidade e da vinha, cujos rituais tinham um caráter orgiástico. Durante as celebrações em honra do deuses, em meio a procissões e com o auxílio de fantasias e máscaras, eram entoados cantos líricos, os ditirambos, que mais tarde evoluíram para a forma de representação plenamente cênica como a que hoje conhecemos através de peças consagradas.




-O que é o coro no teatro Grego:Desde o teatro grego, coro designa um grupo homogéneo de dançarinos, cantores e narradores, que toma a palavra colectivamente, para comentar a acção, à qual são diversamente integrados.


-Havia ou não festivais na Grécia:Sim havia para idolatrar seu idolos como de origens ligadas a Dionisio,divindade da vegetação,da fertilização e etc...